O jatinho estava na pista do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, pronto pra decolar. Dentro Eduardo Campos, candidato do PSB à Presidência, não desgrudava do telefone, borbulhando de empolgação. Sentia-se na porta do futuro, e o futuro era brilhante. Na sua avaliação, deu um belo pontapé inicial na campanha na noite anterior, nos 15 minutos cheios de perguntas duras e incisivas no Jornal Nacional, da Rede Globo, onde ao encerrar a participação olhou firme para câmera e declarou: “NÃO VAMOS DESISTIR DO BRASIL”
As 9h21 desligou o celular e o Cesnna decolou. Levava a bordo um homem satisfeito, bem apessoado, bem casado, pai de cinco filhos, plantado onde sempre quis estar. O palco central da política brasileira. Em torno de quarenta minutos depois naquele dia chuvoso, um estrondo e chegava ao fim os sonhos de Eduardo Campos, 49 anos, recém completados. O jatinho despencou em um quarteirão movimentado de Santos, matando todos os sete ocupantes.

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